Injeção Eletrônica


Mecânica Brasil



Escrito por Júlio César às 15h35
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O compromisso do reparador com a própria imagem

O compromisso do reparador com a própria imagem 
 

O cliente nos enxerga como nos expomos a ele. Só que a postura que assumimos como empresa pode beneficiar ou denegrir todo o setor de reparação automotiva independente

Normalmente o reparador, quando questionado sobre sua organização, diz em alto e bom som que a melhor prestação de serviço que ele conhece está ali, na sua empresa. Ele alega que tem muitos anos de experiência, a oficina dele se preocupa com o meio ambiente, que os empregados têm treinamentos especializados, certificações e os melhores equipamentos do mercado. Só que, na hora de vender todo esse aparato, esse profissional acaba por oferecer para o cliente o preço como grande atrativo.

Isso é uma incoerência. É de conhecimento de todos que nenhum desses diferencias é gratuito. Tudo isso é investimento alto. Logo, se realmente temos todos esses “argumentos”, nosso preço sempre será um pouco maior do que o cobrado por estabelecimentos que não utilizam os mesmos recursos.

Encontrei, nos diversos lugares onde tive a oportunidade de visitar e participar de reuniões, inúmeros empresários do setor, muito preocupados em resolver o problema financeiro do cliente. A preocupação mostra que precisamos rever o nosso foco. Qual é realmente o objetivo da nossa empresa? Somos prestadores de serviços ou entidade filantrópica?

Sei que o mercado hoje pede menores preços, mas não se enganem. O consumidor não rejeita a qualidade. A prestação de serviço é medida ao longo do tempo.

Nós, reparadores, precisamos nos lembrar que somos formadores de opinião. Se o nosso discurso estiver distante da prática, certamente teremos problemas de credibilidade. A informação hoje viaja muito mais rapidamente que em outras épocas. Aquela conversa de que o consumidor não entende, que não quer gastar ou prefere andar até o veículo parar, só é verdadeira para aqueles que foram mal orientados. Toda vez que um cliente pedir para um reparador fazer uma “gambiarra” e for atendido, tenha a certeza de que o rótulo de “quebra-galho” estará sendo aplicado a esse profissional. Em contrapartida, quando o mesmo consumidor tiver recursos para executar o serviço adequadamente, irá procurar uma empresa prestadora de serviços idônea, que trabalhe com procedimentos padronizados (normas técnicas).

Percebam que passamos por um momento de progresso. A evolução tecnológica tem sido muito grande e, às vezes, até difícil de acompanhar. Novos conceitos são jogados quase que diariamente para dentro de nossas empresas. A competitividade tem se acirrado a cada momento e exige de nós, administradores, mais criatividade para satisfazer o verdadeiro dono do nosso negócio, o cliente.

Nesse sentido, o que é que você, amigo reparador, está fazendo para mudar o quadro caótico do nosso setor? Eu, com muita satisfação, passei a segunda-feira de Carnaval falando e aplicando esses conceitos para o Núcleo de Automecânicos de Tangará da Serra, uma simpática e acolhedora cidade que fica à 250 km de Cuiabá, Mato Grosso. Lá estão alguns participantes dessa verdadeira revolução silenciosa, o Projeto Empreender, presente em 800 municípios. Vamos cada um fazer a parte que nos cabe?

Artigo elaborado por Elvis Charley Ludwig, proprietário da oficina Prevencar e coordenador do Núcleo Estadual de Automecânicas de Santa Catarina (NEA).


Escrito por Júlio César às 15h12
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Histórico
06/06/2004 a 12/06/2004




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